Minilaparoscopia

A minilaparoscopia é um método diferenciado mais recente onde utilizamos portais de 3mm para acessar a cavidade abdominal e introduzir pinças especiais , bem mais finas, para retirar a vesícula biliar.

Na videolaparoscopia já tradicional os portais exigem incisões na pele entre 1,5 e 2cm. No total são quatro destes orifícios.

Na minilaparoscopia o portal umbilical continua sendo de 1,5cm, fica incluído na própria cicatriz umbilical natural, e os outros três portais (que gerariam marcas mais visíveis) são substituídos pelos modernos portais de 3mm da minilaparoscopia .

A cirurgia fica mais delicada, como o mesmo tempo operatório (em média 35 minutos no total) e com benefícios estéticos. Alguns trabalhos científicos procuraram demonstrar outras vantagens mas a que ficou mais clara foi a estética preservada.

REFERÊNCIA CIENTÍFICA

Na imagem ao lado é possível visualizar
a diferença entre as cicatrices das cirurgias:
1) Cicatriz da Cirurgia Aberta Convencional;
2) Cicatriz da Videolaparoscopia Tradicional;
3) Marca das Incisões da Minilaparoscopia;
4) Marcas Visíveis da Minilaparoscopia.

Tratamento de Pedra na Vesícula

ANESTESIA

Assim como a cirurgia teve grande evolução nos últimos anos, toda o crescimento tecnológico atingiu também a anestesia.

A anestesia geral usada hoje para manter o paciente em sono confortável para ser tratado é muito mais segura e eficaz do que há 10 anos atrás.
Hoje é possível fazer anestesia geral do tipo "venosa total". Nela são utilizados apenas medicamentos intravenosos (aplicados na veia) sem a necessidade dos gases inalatórios.

Atualmente, como regra, são usados dois medicamentos (propofol e remifentanil) aplicados na veia através de pequenas bombas de infusão computadorizadas que fazem a leitura do metabolismo de cada paciente. Como o metabolismo que define a duração do efeito é diferente em cada pessoa, estes aparelhos adaptam a dose de acordo com o consumo de cada um. Está técnica anestésica chamada de " venosa total alvo-controlada" torna o processo mais seguro, mais monitorizável e mais confortável para o paciente. Este desperta rapidamente, minutos após o término da operação, de forma tranqüila.

Outra ferramenta muito interessante é o monitor de nível de consciência. Uma pequeno sensor colado à fronte do paciente gera a possibilidade de monitorizar o nível de consciência ajudando a usar somente as doses necessárias para cada caso. No Brasil por vezes os planos de saúde não cobrem esta importante ferramenta de monitorização.

Para que isto tudo se processe com sucesso é importantíssimo que ao iniciar a cirurgia seja aplicada anestesia local nos portais cirúrgicos eliminando dores que por ventura poderiam ocorrer após o despertar.

E aliado a estes detalhes, é importante ressaltar que os modernos anestesistas, atualizados com relação aos modernos métodos de anestesia geral, já estão habilitados a usar as máscaras laríngeas ao invés de tubos traqueais. Já pode ser dispensado, na maioria das vezes, o uso de entubação traqueal para a ventilação adequada durante a cirurgia. A máscara laríngea é um dispositivo que apenas ocupa o espaço dentro da boca, vai até a larínge mas não entra na traquéia, gerando assim muito menos estímulo e possibilitando inclusive níveis de consciência mais leves ( mais superficiais).

"Excelentes práticas anestésicas são tão importantes quanto excelentes práticas cirúrgicas."